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domingo, 19 de agosto de 2018

Na juventude de hoje...

Olhando aquela foto,
parecia que me via.
Quem diria,
que na juventude de hoje
ele buscaria,
um velho amor
que já não tinha.


Leonor gomes

sábado, 4 de agosto de 2018

Ciclos


Ciclos



Girando se vai em altos e baixos,
em ciclos sem fim.
Sou roda, sou ciclos e círculo,
de um mundo 
que às vezes não cabe em mim.

O que pensar, o que sentir?
O que fazer?
Continuo a rodar, a girar
Em círculo,  círculos se fundindo 
num infinito dentro de mim.


                              Leonor gomes

quinta-feira, 29 de março de 2018

A boneca

Eu sou uma boneca
de desenho inacabada.
Tenho cabeça sem cabelo,
olhos sem nariz,
boca sem queixo.

Orelhas? Nunca vi.
do pescoço saem os braços,
minhas mãos não tenho não,
e tudo mais acaba aqui.

Quem quiser vir agora
tentar me desenhar,
agradeço muito, muito
se bonita eu ficar.


Não se esqueça dos cabelos,
das pernas e sapato.
Coloque um vestido,
que tenha um belo laço.

Coloque meu pescoço,
meus dedinhos com anel.
Quero um narizinho
e um sorriso no meu rosto.

Depois que estiver pronta
Vou passear com minha bolsa.

Agradeço as crianças
Pelo esforço em me criar
e a poeta a escrever
esta história a narrar.


Leonor Gomes
__________________________
Este poema foi feito em trio, alias um trio daqueles, formado por mamãe e seus filhinhos. O poema foi construído através do título dado pela Batita, que também fez o primeiro desenho. A segunda parte do poema elaborei me baseando no desenho do Dadi, que resolveu fazer a boneca ficar feliz. Espero que tenham gostado, pois eu adorei essa brincadeira.

domingo, 18 de março de 2018

Apenas cinco segundos



Faltam cinco segundos


Faz dez minutos que são cinco segundos.
Volto a olhar e ainda restam cinco segundos.
O que se pode fazer em cinco segundos?
Olhar a tela e contar os  segundos que virarão minutos?

Aff! Ainda cinco segundos.
Imagino que o tempo parou nos cinco segundos. 
Irei correr e dizer-te – Te amo!
Será que levaria cinco segundos?     
Escrevo este verso, vejo a tela e ainda faltam cinco segundos.

Como perder cinco segundos que já se foram?
Oh Dúvida!
São apenas cinco segundos.
Pronto deletei,
lá se foram os cinco segundos
que nunca usarei.


Leonor Gomes

segunda-feira, 5 de março de 2018

Na praça...


Sem nada a fazer, vejo o mundo passar.
E como passa freneticamente...

Eu aqui na praça,
vejo como passa esse mundo.
Pessoas, pessoas, pessoas
alguém se destaca na multidão,
de um mundo que passa.

E eu aqui na praça
com o vento que canta em meus ouvidos; " É o mundo que passa".

    Leonor Gomes




domingo, 31 de julho de 2016

Mudo, muda

Mudo, muda



Mudo, mudamos,
muda estou.
Revejo, reverto, inverto,
ao avesso ficou.

Procuro, recuo,
esconder-se restou.
Pulo, grito, avanço,
e aqui retornou.
Reapareço mudando,
revendo,avançando,
indo em frente, 
gritando quem sou.


       Leonor Gomes


                  

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Apenas cinco segundos



Faltam cinco segundos.
Faz dez minutos que são cinco segundos.
Volto a olhar e ainda restam cinco segundos.
O que se pode fazer em cinco segundos?
Olhar a tela e contar os  segundos que virarão minutos?

Aff! Ainda cinco segundos.
Imagino que o tempo parou nos cinco segundos. 
Irei correr e dizer-te – Te amo!
Será que levaria cinco segundos?     
Escrevo este verso, vejo a tela e ainda faltam cinco segundos.

Como perder cinco segundos que já se foram?
Oh Dúvida!
São apenas cinco segundos.
Pronto deletei,
lá se foram os cinco segundos
que nunca usarei.


Leonor Gomes


sábado, 15 de agosto de 2015

Amor de mãe



Meu amor é simples, porém intenso.
Meu amor se resume em uma palavra - Filhos.
É um amor sem pretensão.
É um amor que se contenta em olhar o rosto do rebento
para simples contemplação.
Meu amor é amor de mãe.
Meu amor é querer abraçar forte, grande, infinitamente.
É amor demais, mas um demais que nunca basta.
Meu amor pelos filhos é meio assim,
sem explicação, apenas sentimentos, grandes sentimentos.
Amor, amores, amor.
Meus filhos, minha vida, minha paixão.



Leonor Gomes

domingo, 9 de agosto de 2015

Pai – Sua Melhor Definição.


Sua melhor foto, seu melhor sorriso, sua melhor definição – Pai.

Você é pai.

Pai amigo, pai irmão, pai vozeirão, pai paizão.


Pai que cuida, pai que dá amor incondicional.

Pai que engravida junto com a mulher.

Pai que beija e diz baixinho;  “papai te ama”. Diz todos os dias antes de ir trabalhar.

Pai que arranca sorrisos dos filhos quando chega em casa e abre os braços para receber abraços.

Pai que brinca e corre atrás dos brinquedos prediletos deles só para fazê-los felizes.

Pai que não se mede, pai de uma grandeza, pai que o melhor é ser pai.

Pai que eu amo, pai  que amamos.


Mamãe, batita,  dadi e anjinho por vir, queremos dizer que para nós o melhor pai é você. 


Feliz Dia dos Pais!




Lê Gomes   







domingo, 24 de maio de 2015

Queria que soubesse



Sabe aquela manhã, aquela noite, aquela tarde...

Sabe aquele dia, àquela hora, aquele mês...

Sabe aquele beijo, aquele abraço, aquele amasso...

Sabe?

Sabe aquele amor, aquela dor, aquela paixão...

Sabe aquela chuva, aquele vento, aquele raio de sol...

Sabe aquela música, aquela lembrança, aquele sorriso...

Sabe?

É você, sou eu , é igualmente nós.



Lê Gomes


domingo, 22 de março de 2015

Esperança de novos tempos


Esperança de novos tempos


Calou-se o tempo diante da desgraça,
moribundos estamos a troco de nada.
Amar uns aos outros perdeu o sentido?
Quero crer que não.

São sentimentos impuros
de um momento confuso,
da ávida espera pela Era de Aquário.
Será que quando a bendita chegar, estaremos salvos?

Salvos de quê?
De nós mesmos?
É o que os tempos escuros e obscuros
nos levam a crer.


Lê Gomes


Foto: Lê Gomes








domingo, 8 de março de 2015

Por todos os dias que sejam dias socialmente iguais


Não quero um dia


Não quero um dia,
quero todos os dias para nós.
Quero igualdade, direitos iguais.

Não quero apenas flores.
Quero que plantem novas posturas,
e que haja  inexistência de incongruências perante nós.

Não quero apenas a cor rosa,
quero um arco-íris de gestos, de avanços 
que enterrem o chauvinismo masculino que impera.
Não quero apenas ser,
quero estar, compartilhar, pertencer.
Quero que na sociedade mulheres e homens sejam iguais.


Lê Gomes


domingo, 8 de fevereiro de 2015

O que escrever?

O que escrever, se não sei o quê?
Cadê os acontecimentos?
preciso de fatos e atos
que me façam escrever.
                                                                                         
Cadê minha inspiração?
Ela exige uma ação.
Pego a caneta, posiciono-a entre os dedos,
mas não escrevo.

Não sei o que dizer.
Nas páginas apenas surge;
que agora ,
não consigo escrever.


Lê Gomes

terça-feira, 23 de dezembro de 2014



As vésperas do Natal, uma mensagem de fé em poesia.



Na escuridão, ele sempre está lá.
Na profunda tristeza, ele está lá.
Foto Lê Gomes
É Cristo vivo a acalantar aqueles que sofrem,
que sofrem, sofrem.

Creia.
Deus nunca te abandonará.
Creia.
É Deus a te chamar.

Nos gritos, na dor,
ele está lá.
Quando você se sentir só,                               
ele estará lá.

Creia.
Deus nunca te abandonará.
Creia.
É Deus a te chamar.

Ouça o canto dos pássaros,
o  chamado do rio e a batida do mar.
Ouça.
É ele que está lá.

Está em todo lugar.


Leonor Gomes

domingo, 2 de novembro de 2014

Rafael , uma coruja.

Uma homenagem ao meu irmão querido, que se foi aos 25 anos de idade cheio de vida e vontade de viver e que viveu intensamente todos os dias de sua vida.


Rafael , uma coruja 


Quando pequeno eu te via
tão inocente a me olhar.
No meu colo te ninava
você era meu brincar.

Meu irmão quanta saudade.
A infância queria voltar,
relembrar o tempo bom
de te ver a celebrar.

O tempo passa, a juventude chega.
Conflitos, rebeldia.
Seu caminho quis trilhar.
E suas irmãs sempre a lhe amar.

Jamais esquecerei
seu doce beijo na testa,
suas falas e sua filha a ninar.
Este foi para ti meu último olhar.

Não quero outras lembranças,
não quero seu rosto gélido no meu.
Quero meu irmão recordar,
com aquele sorriso no rosto como lua a brilhar.


Leonor Gomes


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Pelo mundo

 
Resolvi viajar o mundo,
ver com meus olhos
o que tem depois de lá.
Pode ser que aqui não seja meu lugar.

Dizem que o mundo é tão pequeno
que todos podem se encontrar.
Só sei que para mim
fica bem depois de lá.

Eis que aqui,
não fico mais esperando
Deixarei o mundo me apresentar.
Leve-me,  para bem depois de lá.


Lê Gomes





sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Sou Lua Crescente


Ainda sou nova
não podes de me ver,
mas  logo viro crescente
dia após dia a despontar.
Dentro de mim
poderosa a ficar.

Sou lua crescente
e a mais e mais
Passam-se os dias , os meses
e na conjugação de 3 x 3
me vejo cheia,
lua cheia.
 
Quando este momento chegar
Será hora de sair.
Ao sair viro minguante,
lua minguante.
E tu serás nova crescente,
lindo crescente,
sonho crescente
filho crescente.

Que Deus esteja conosco
Amém.


Leonor Gomes

domingo, 10 de agosto de 2014

Vem!


Vem!
Chegue perto.
Não é o fim,
nem o começo.
Somente nós.

Vem!
Aproxime-se.
Sussurre.
Faça do silêncio,
voz.

Vem!
Encontre-me.
Não podes fugir
Lembre-se;
Somos tropeços.

Vem!
Se for, não volte.
Voltando,
pare ,
permaneça .

Vem!
Revele segredos,
mate teu medo
Diga;
Eu te amo!



Lê Gomes


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Na Colombo


Na Colombo, um encontro
de uma equipe pós trabalho.
Foram flashes para todo lado,
era preciso postar no face
e perpetuar aquele ato.

Os belos espelhos do salão,
refletiam nossa alegria
e um alvoroço inicial.
Não sabíamos o que escolher,
tudo gostoso parecia ser.

Chá de camomila, de maçã com hortelã.
Tinha doces e pãezinhos,
empadas e bolinhos.
De olho nas delícias
alguns queriam trocar
Fizeram até escambo.
- “Troco um biscoitinho e uma torrada,
por um pastel de Belém.”

E a tortinha de maracujá?
dividida,
em dois pratos foi parar.
A xícara de borda dourada
deu glamour a produção,
fez cabelos vermelhos
chamar atenção.

Na Colombo,
ao fundo um piano.
Muito chique esse lugar,
Mas chique mesmo,
foi nossa equipe
reunida a celebrar.


Lê Gomes.




sexta-feira, 18 de julho de 2014

Morango com chocolate

Gostamos tanto da brincadeira de criar estórias em família, que aí vai mais uma. Espero que gostem.

Morango com chocolate



Estava atrasada
para um almoço,
sai correndo, tropecei,
cai no poço.
Levantei a cabeça.
que lamaceira!

Humm... Agora que vi,
a lama é de chocolate.
Mas e agora, o que fazer?
Meu almoço eu vou perder,
virei morango com calda de chocolate.
Já sei!!! Chocolate fingirei ser.

Pensando bem,
se eu for assim,
o  que pensarão?
Que sou a sobremesa da refeição.


Ali mais a frente
vejo o hidrômetro cabeça de xampu,
talvez ele seja a solução.
Vem cá meu amigo,
deixe eu falar;
estou indo a um almoço,
mas não posso virar a refeição.
Pode ajudar?



- “Minha amiga, claro que sim.”

Logo em seguida,
Cabeça de xampu abre a boca,
e lança água em mim.
Fiquei limpinha
com o jato d´agua.
Resolveu-se o problema?
Claro que não.
Não fui para o almoço,
pois fiquei presa
nas bolhas de sabão.



Lê Gomes



P.S. Desenhos feitos e pintados pelos filhotes. Minha participação foi apenas na realização dos efeitos através do aplicativo Cymera.


QUERIDINHA DO MÊS