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terça-feira, 20 de julho de 2021

Amizade

Assisti um filme que me surpreendeu. Trata-se do filme de animação Mary e Max - Uma Amizade Diferente , dirigido pelo australiano Adan Elliot, que conta a história da amizade improvável entre uma menina de 8 anos australiana e um senhor de meia idade nova-iorquino, portador do Transtorno do Espectro Autista (TEA), que passam a se corresponder por décadas. 

Adoro filmes que nos fazem refletir , que mexem com emoções e é claro, a narrativa não é nada óbvia. Talvez como fã de Tim Burton, me torne até suspeita em falar de um filme que trata das questões do mundo mostrando um lado nada colorido dele. Mas digo, vale muito a pena assistir , pois a mensagem que Mary e Max passa é do valor da amizade. Nossa! Quando se trata de amizade bate forte em mim (e creio que em todos nós), um sentimento verdadeiro de possuir um amigo que para nós é a família que escolhemos. 

Chorei ao término do filme, pois me veio a mente os amigos que amo tanto, os amigos que já se foram e os que estão distantes, os amigos que se perderam, mas que continuo a amar. 
Meus amigos do peito, assistir a Mary e Max me fez ficar com uma vontade imensa de dizer que amo vocês e agradecer a amizade que temos. 

foto disponível na internet
Foto disponível na internet


 








Assistam! 

 Leonor Gomes

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Uma fuga e minha primeira história



O filme As Aventuras de PI, dirigido por Ang Lee, é  fabuloso. O filme conta a história de um indiano que num naufrágio a caminho do Canadá perde toda a sua família e se vê obrigado a dividir um bote salva-vidas com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala chamado Richard Parker. 

Já assisti a este filme algumas vezes e sempre tenho emoções e reflexões diferenciadas. A última vez que revi o filme, a pergunta feita por PI e a resposta a ela, ficaram em minha mente; Eu lhe contei duas histórias. Nas duas o navio afunda, minha família morre e eu sofro. Qual das duas você prefere?” E é então respondido: “A que tem um tigre”. 

O fato é que pensando, me veio a lembrança de como sou fantasiosa, de como desde pequena crio histórias sobre situações difíceis ou alegres, histórias vividas por mim.

Certa vez quis fugir de casa por ter brigado com minha mãe. Ou foi por ela ter brigado comigo? Não importa! O fato é que minha coragem de fugir de casa foi até a esquina da rua, quando iria virar a mesma, voltei correndo para casa. Mas em pensamento eu fugi, fugi para bem longe, caminhei sozinha nos meus dez anos de idade até a Rua Dias da Cruz e fui resgatada, melhor, fui convidada por um anjo a fazer parte de sua equipe de salvadores e a morar com eles nas nuvens. Nossa missão seria salvar pessoas e o mundo das maldades.

Essa foi a primeira história pensada, criada e escrita por mim. Nela haviam anjos adolescentes e muita tecnologia que os ajudava. Eles tinham relógios que permitiam os seres mortais voarem (óbvio que eu tinha um desses). Na história eu era apaixonada por uma furacão.

Sabe o conto Tufãn – Um amor ao vento, que escrevi na Coletânea Toda Forma de Amor da Darda Editora? Pois bem, foi inspirada nesta paixão fantasiosa de minha primeira escrita literária.

Foram tantas aventuras, que aquela fuga de casa foi a mais emocionante que qualquer um poderia ter. Foi assim que aprendi que os livros nos levam a grandes viagens.

Um dia conto essa história em pormenores. Agora apenas digo que fiz dela minha redação escolar na antiga 5ª série do ginasial (atual 6º ano) e que minha professora me deu dez e escreveu no canto da folha – “Parabéns! Você deveria escrever um livro.”


Professora , acho que agora estou a escrever.


Lê Gomes

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Para saber mais sobre o filme As Aventuras de PI , segue os links; 

Para acessar o site da Darda Editora basta clicar aqui

QUERIDINHA DO MÊS